Natural de Alpedrinha, Diogo Pires Cinza entrou no mundo dos vivos, segundo indícios fiáveis, no já longínquo ano de 1572. Descendente de família muito antiga, numerosa e ilustre, seguiu a vida sacerdotal, concluindo a formação eclesiástica por volta de 1600. Após passagem efémera por uma paróquia da sua Diocese (Guarda), rumou à capital do reino onde desempenhou o seu múnus durante cerca de 18 anos (1602-1620) e ali escreveu cinco obras literárias, ficando na história como presbítero/escritor.
Regressou à terra natal em 1624, onde colaborou com os vigários locais, enquanto a saúde lho permitiu, até meados de 1637. Terá falecido no termo de 1642, com cerca de 71 anos. Nesta obra o autor recupera o historial de vida do injustamente esquecido, erudito seiscentista, Padre Diogo Pires Cinza, cuja vivência, talvez um tanto sui generis, aconteceu à frente do seu tempo.