O Triunfo do Conformismo é uma coletânea desenhada que observa como a sociedade portuguesa enfrenta desafios estruturais críticos, usando histórias singulares para mapear o país com uma inquietação satírica. A antologia procura retratar uma sociedade que aperfeiçoou o conformismo, elevando-o ao patamar de performance nacional, em que a passividade deixou de ser um defeito para se afirmar como uma virtude patrimonial.
«Não deixa de ser insólito que vivamos aprisionados nos mesmos corpos que desejamos libertar.»
«O direito à diferença […] é intolerável para quem vive da negação do Outro. E é dessa negação irracional da alteridade que brota a vontade violenta de impor aos outros as fantasias dos nossos deuses.»
«Em qualquer tempo, [os deuses] sempre tiveram o hábito de pedir a acólitos que escrevessem sobre si próprios. Depois, viraram-lhes as costas e partiram.»
« [...] boa parte das reuniões autárquicas, transmitidas online, já oferece comédias bem mais genuínas, burlescas e divertidas do que qualquer sketch televisivo.»