Rui Zink, escritor, professor universitário e, para quem vê televisão, um dos participantes nas temíveis "Noites da Má-Língua", chega com um novo romance, O Suplente. Como diz Ana Cristina Leonardo no Expresso ((29/4/2000), «se há romance do qual não se deva contar a história é este. Não porque à maneira de um policial clássico, com isso se anulasse o efeito; surpresa do final, mas, ao invés, porque lhe retiraríamos o efeito surpresa do começo (ou quase).»
Não se conte por isso a história, para que você leitor/a, tenha um maior prazer ao lê-la. Diremos apenas que se trata de um romance sobre a morte, ou melhor, a perda. Mas assunto tão triste não deixa de nos trazer uma escrita bem humorada, que tanto fala de uma ida ao futebol como discute a banda sonora de um filme que ainda há pouco vimos.
De novo Ana Cristina Leonardo (ibid.): « ...o livro vive de estratégias de manipulação realistas, a que se acrescentam os condimentos da melhor escrita contemporânea - acção e personagens perfeitamente identificados, evolução temporal da intriga e final em elipse quase perfeita, cortes e saltos narrativos a espicaçar a curiosidade do leitor, registos oníricos, linguagem fonética, etc.»