Ao primeiro olhar, este parece ser um caderno de viagens e peregrinações por diferentes geografias. Na realidade, visto com maior atenção
e detalhe, o livro foca-se essencialmente nas pessoas com que o autor
lida nas suas viagens. Porque para o autor, definitivamente, são as pessoas que fazem valer a pena viajar.
"O Rafael não foi passear ao mundo para lhe administrar lições ou para
o julgar. E não escreveu este livro com a pretensão de educar os sedentários. Trata o mundo como uma casa que, sendo sua, é também infinita e
misteriosa, cheia de divisões por abrir. O Rafael circula por ali e abre cada
porta de sua vez. Com respeito e circunspecção."
Sérgio Sousa Pinto, in prefácio