Manuel Geraldo (1943-2006) começou o seu percurso como jornalista no Diário de Lisboa, onde trabalhou durante 17 anos, depois de ter cumprido o serviço militar em Angola e ter passado pela Caixa Geral de Depósitos. Colaborador de outras publicações, como o jornal Tal & Qual, foi no Diário do Alentejo que manteve uma conhecida crónica policial. O seu trabalho autoral tem na guerra dita colonial e na área jurídico-policial as principais linhas de força, distribuídas entre a ficção, o relato e o teatro. Figura complexa e contraditória, da sua obra destacam-se Emigrados e Ofendidos, Um Juiz no Alto do Parque, Sangue Negro, Sangue Branco, O Camarate de Lúcifer, Uma Espingarda por Companheira, A Segunda Morte do General Delgado e SOS! Será Que Estou a Ficar Racista?.(...)