Trata-se da peça que foi representada pela Barraca paralelamente à exposição da Gulbenkian sobre a Evolução de Darwin. Escrita a convite do Serviço de Ciência da FCG, centra-se na figura de John Henslow, professor de Darwin. Este, apesar de ofuscado pelo brilhantismo do discípulo, teve uma importância decisiva na sua formação de cientista. Foca temas da época, como o esclavagismo, e actuais, como o debate ciência vs. religião, o feminismo, o darwinismo social, o aproveitamento da teoria da evolução para fins menos próprios ou oblíquos à ideia inicial. Peça socialmente cáustica.
«A EVOLUÇÃO DE DARWIN»
Uma dupla efeméride fez de 2009 um ano de celebração mundial de Charles Darwin: comemoraram-se, por um lado, os 200 anos do seu nascimento, e, por outro, os 150 anos da publicação da sua obra fundamental, A Origem das Espécies.
Através da exposição «A Evolução de Darwin», a Fundação Calouste Gulbenkian pretendeu associar-se às várias homenagens que se realizaram um pouco por todo o mundo. Nesta exposição, documentaram-se amplamente os vários acontecimentos que marcaram a vida de Darwin e que se reflectiram na sua formação de cientista, com destaque para a viagem que realizou à volta do mundo, com 21 anos, a bordo do navio Beagle.
Para a formação de Darwin enquanto cientista foi fundamental a relação privilegiada e singular que manteve com o seu professor John Stevens Henslow. Por este motivo, a Fundação Calouste Gulbenkian solicitou a Helder Costa a criação de uma peça centrada na figura de Henslow, a ser representada por A Barraca paralelamente à realização da exposição. É o resultado da resposta a este repto que agora se publica em livro, para que todos tenham acesso a esta faceta menos conhecida de Darwin, num cruzamento da arte com a ciência.