Marilyn, meu amor, caracteriza, em três fases distintas da sua vida e personalidade, a actriz que quis ser actriz e pessoa, que trocou a Fox por Strasberg, que defendeu Miller contra McCarthy, Nixon e Reagan, seria mais do que a frívola boneca loira e pré-Barbie que muitos quiseram fabricar. Na sua paixão e insegurança, no seu olhar ingenuamente perverso, no próprio desamparo que a cercou e aniquilou, encontram-se os sinais da utopia e do sonho que marcaram os anos sessenta. Marilyn, meu amor prefigura a imagem e mito dessa época.