Trata-se, por tanto, de uma revelação, de uma viagem iniciática… Revelação e viagem que nos remete para o episódio da Ilha dos Amores e da Máquina do Mundo, nos Lusíadas de Camões, mas agora numa escala íntima e principalmente de revelação pessoal. Mário Máximo refere-se algumas vezes, neste livro, à sua máquina do tempo. Pois, aí a temos nós, sob a forma de metáfora do livro. A máquina do tempo é o próprio livro, contendo os sonhos passados, presentes e futuros, escritos na forma de poemas em prosa.