Na Idade Média, o século XIII foi o século da mulher e das catedrais,
uma época de culto à poesia, ao amor e à inteligência que encontra
uma das suas expressões mais completas na arte gótica
e permite a harmonia entre a beleza artística e a homenagem à deidade cristã.
No entanto, é também uma época de perseguições religiosas que obrigam à clandestinidade e ao silêncio de personagens como a protagonista
de O Número de Deus, Teresa Rendol. Filha de um mestre pintor e ela própria pintora desde muito jovem, a sua história atribulada leva-a a ser protagonista da construção
das catedrais de Burgos e Leão, e a entrar em contacto com um dos segredos
mais bem guardados, transmitidos de geração em geração
entre o grémio dos arquitectos - o número de Deus, o segredo sobre o qual se sustentam as catedrais do novo estilo importado de França.
No seu regresso à época medieval, José Luis Corral oferece-nos
a detalhada paisagem histórica de um momento chave
na evolução artística e ideológica da Europa, ao mesmo tempo que nos faz mergulhar num mistério de primordial importância.
Provavelmente, o mais brilhante romance até à data de José Luis Corral.