O Medo

de José Martins Garcia 

Bertrand.pt - O Medo
Opinião dos leitores
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Sempre desconfiei da qualidade intrínseca de poemas sobre cravos. O realismo dá-se-me mal com amanhãs que cantam. Entendo que está por fazer justiça àqueles que, como José Martins Garcia, tiveram a coragem de não escrever para serem amados. De não jogar para a canonização instantânea.
Martins Garcia, que militou brevemente nos primeiros tempos do Partido Socialista, que escreveu no República e, depois, no Jornal Novo, que, antes disso, andara de G3 pela Guiné, verte essas vivências para o olhar cortante com que capta o medo durante um tempo, entre 1974 e 75, que ficou para a História descrito como "PREC" - Processo Revolucionário Em Curso.
E, embora não estejam lá os nomes das personagens que habitam a Lisboa desses dias, estão todas as pistas para que as deduzamos à memória recente do país - com o Xerife à cabeça. Os excessos, os embustes, as contradições desses dias, estão todos aqui, retratados sem apelo nem agravo, sem deslumbre, nem sequer mágoa - apenas a crua razão, serena e distante, que tão mal tende a cair aos estômagos mais sensíveis.
[…] Outros cantaram e cantarão as glórias de Abril. Outros a maravilha da bruma açoriana. Aqui, quem quiser entrar, é favor pendurar o deslumbre à porta. E deixar-nos em sossego com os nossos cigarros e o nosso pessimismo.
[Alexandre Borges, em "Isto do Medo", texto de abertura de O Medo]

  • Os males de um país
    Henrique Fialho – Livraria Bertrand La Vie Caldas da Rainha | 06-05-2019

    Publicado originalmente em 1982, quando José Martins Garcia vivia nos EUA, “O Medo” é uma novela onde se olha retrospectivamente um Portugal algures entalado entre a herança do regime fascista e as ilusões desfeitas pelo chamado Verão Quente. O texto foi, porém, trancado por uma data que nos indica o local e o dia em que terá sido dado por findo: Lisboa, 25 de Abril de 1979. O desencanto é evidente, a revolução rapidamente se transforma numa replicação dos vícios humanos quando a olhamos a partir das pessoas, a revolução não chegou às pessoas, parece ter encontrado nelas a rocha que impede o mar de invadir a terra. Resultado: quem acreditava ser possível um país novo rapidamente cede a um cansaço interior que prova continuar tudo velho, ainda que agora se chame intolerância ao que dantes era censura. O medo persiste como uma espécie de vírus de que o sangue não se liberta, não é expurgante para vírus tão poderoso e antigo, tão histórico que parece confundir-se com o próprio sangue, vírus essencial, genético.

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ISBN: 9789898828071 Editor: Companhia das Ilhas Idioma: Português Dimensões: 140 x 219 x 45 mm Encadernação: Capa mole Páginas: 104 Tipo de Produto: Livro Coleção: Biblioteca Açoriana Classificação Temática: Livros  >  Livros em Português  >  Literatura  >  Contos

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