No verão de 1941, os soldados alemães cercaram a cidade russa de Leninegrado – a atual Sampetersburgo – e deram início ao bloqueio mais longo de que há registo histórico. Numa estimativa por defeito, o cerco iria ceifar as vidas de 750 mil pessoas que, na sua maioria, morreram de inanição.
No centro da cidade sob ataque erguia-se um palácio transformado que albergava o maior acervo de plantas vivas jamais reunido – o primeiro banco de sementes do mundo. Depois de se terem malogrado as tentativas de transferir a coleção para outro local, e à medida que os mantimentos diminuíam, os cientistas responsáveis viram-se confrontados com uma decisão terrível: deveriam distribuir os espécimes pela população faminta, ou preservá-los na esperança de que contivessem a solução para pôr termo à fome mundial?
Recorrendo a fontes inéditas, O Jardim Proibido de Leninegrado conta a história notável e comovente dos botânicos que permaneceram no Instituto das Plantas durante os dias mais sombrios do cerco, arriscando as suas vidas em nome da ciência.