«De que maleita padecia o Homem? À medida que envelhecia, diminuía.»
Em O Homem que Diminuía, o protagonista, acabado de transitar para a vida adulta, vê-se a diminuir. Pesava-lhe a perda do Irmão e a rotina dum trabalho alegórico ao comunismo soviético. Curvava-o o barulho que crescia dentro de si, mas que nunca ouvia. E apesar de sempre conectado, o Homem estava desligado. Porquê Homem?
Porque cómodo, pelo menos o Homem sabia o que fazer. Porque distraído, pelo menos o Homem não se questionava. Assim, lá ia o Homem diminuindo, até que, certa manhã, dera consigo no mais pequeno dos anões. E de tão pequeno que estava só lhe sobrava espaço para o que realmente importava.