Homens e mulheres do mundo inteiro sempre se interrogaram sobre o seu futuro. Outros homens e outras mulheres responderam-lhes por intermédio de peças lançadas no chão, de linhas desenhadas na areia, de figuras gravadas na pedra ou de estrelas que cintilam no céu.
A origem da adivinhação remonta às próprias origens do homem, quando, ao sair da sua caverna, admirava a lua cheia ou o brilho do Sol, a natureza em flor, ou a neve cintilante. O que lhe traria aquele dia? A caça abundaria? O filho curar-se-ia? Aquela mulher amá-lo-ia?
Milhares de anos passados, os cenários e costumes alternaram-se, mas não os actores. Animados pelo desejo, pela esperança, pela alegria, pelo ódio ou pelo sofrimento, os seres humanos ainda continuam a procurar o seu caminho. Nada se deve ao acaso. Somos senhores do nosso destino, desde que o consigamos entrever. Essa é a única finalidade das artes divinatórias.
No presente volume, intitulado precisamente Artes Divinatórias do Mundo Inteiro, o leitor poderá entrar em contacto com algumas das artes divinatórias que, no decorrer dos tempo, mais têm vindo a ser utilizadas pela humanidade:
- O I-Ching: livro de sabedoria chinesa triplamente milenar;
- A geomancia, cujas dezasseis figuras foram codificadas pelos árabes no século VIII;
- A adivinhação birmanesa: método astrológico oriental de inspiração budista;
- As runas: inscrições sagradas dos povos nórdicos, fortemente inspiradas na sua mitologia.
As chaves do seu futuro estão agora nas suas mãos.