Pé de Cabra, de nome Liberalino da Cruz, era bom naquilo que fazia: delinquir. Era um bom delinquente. Bonito e sedutor, não havia mulher que lhe resistisse. Pai de três filhos, de mães diferentes, conseguia manipular tudo e todos.
Ninguém o vencia na trapaça, de que se socorria com tanta mestria, pelo que a mentira tornava-se a verdade dele. Pouco amigo do trabalho, ia conseguindo, através de esquemas, sobreviver num mundo onde tentava ser mais esperto que os pares, com quem utilizava uma linguagem típica de vidas marginais.
Não sabia quem era o pai e não conheceu a mãe, a qual, sem sucesso, o votara à adoção, logo após a nascença. Tudo sofre uma reviravolta quando, durante o cumprimento de uma pena de prisão, recebe duas visitas inesperadas e inusitadas.