«O pensamento barroco é, talvez, o último momento em que grandes espíritos podem, razoavelmente, tentar compreender, apreender e seguir o mundo. O mundo fechado às respostas acumuladas desde o final do século XIII voa em estilhaços perante a explosão geral do século XVI, quando nascem essas novas grandes interrogações. E é no princípio do século XVII que essas mesmas interrogações vão ser perspectivadas no sentido das tão esperadas respostas. O barroco torna-se, desde logo, uma necessidade de uma reorganização do mundo, que vai atingir as ciências da terra, a retórica, a arquitectura, a escultura, exprimindo, cada uma à sua maneira, uma porção de interrogações e a elevação em potência de uma vulcanologia emblemática das contestações da ordem estabelecida, que nenhum poder se arriscará a reprimir […]»
Da Introdução.
A presente edição conta com um capítulo sobre O Barroco em Portugal, escrito pelo Dr. António Manuel Horta Fernandes, licenciado em História e mestre em Estratégia.