«A árvore-da-borracha, esta, plantada por minha ordem, encerra o sagrado lume da eternidade, resistirá a tudo, aos temporais, a sismos; as raízes vão beber nas profundezas do mar, onde dizem ser doce a água».
O Alfarrabista de Ponta Delgada é uma narrativa a duas vozes, em geografias e tempos distintos. Laura silencia, desde a adolescência, uma memória terrível, avivada nos despovoados dias da pandemia. George Brown, jardineiro-chefe, acalenta o sonho de pôr o vento a tanger nas árvores.
Um retrato dos Açores, e seus amos, na segunda metade de Oitocentos.