Como numa vertigem, Bósnia, Kosovo, Albânia, Croácia, Sérvia, Timor, e outros, tantos outros, locais onde se esquadra uma nova geografia mundial e se rascunha a história que há-de ser contemporânea, percorridos num assalto de rapina por um mercenário que vende botas para militares.
Numa linguagem árida, quase telegráfica, Jorge Monteiro Alves leva-nos a todos estes cenários hostis, e em lugar de floreados ou acrobacias de linguagem, revela-nos a realidade nua e crua da narrativa, num jeito jornalistico tão tácito, que quase ouvimos as balas silvar sobre as nossas cabeças, ou as lagartas dos tanques trotando poeiras nas estrelinhas das palavras.