Portugal teve o seu Vietname na Guiné. Ali, ao longo de 11 anos, num território do tamanho do Alentejo, morreram mais de três mil soldados portugueses, vítimas de um adversário temível e de um clima impiedoso. Muitos mais ficaram estropiados e com feridas na alma para toda a vida. Lutaram em condições pavorosas e, apesar de tudo, muitos foram além do que exigia o dever. O contexto adverso deste relato é o que ficará para a História.
Para os seus homens, Marcelino da Mata foi um líder e um herói. Para o PAIGC, um temível inimigo.
Para nós, Portugueses, alguém cuja memória merece uma análise desapaixonada e contextualizada.