Deana Barroqueiro vem de novo oferecer-nos uma extraordinária pintura
da alma feminina, na sua enganadora fraqueza assente numa força tornada
imensa à custa de silêncios, cedências, compreensão, mas também de
revolta, raiva e orgulho.
As cores aparentemente leves usadas nas mulheres contrastam com as
cores pesadas do desejo masculino que surge pujante, primário, rude e...
irrecusável.
Desta feita, o sorriso cúmplice acompanha-nos a leitura, já que em cada
conto a autora junta à sua já conhecida arte de nos prender irremediavelmente ao correr das palavras, a capacidade de condimentar esse prazer
com uma agudíssima, certeira e divertida ironia.
Ao chegarmos à última página temos pena que Susana ou Ester ou qualquer das outras heroínas, não esteja mais ali, como dizia o poeta, com seus
sorrisos e suas tramas...