O "Novíssimo Livro de Leitura" é uma versão subvertida dos livros de leitura do Estado Novo, "instrumentos de tortura com lombada" que beneficiaram, nos últimos anos, de um movimento de revivalismo acrítico que conduziu à sua repetida reedição. A obra aposta numa "colagem subversiva" a esses antigos manuais, para melhor desmontar a sua lógica insidiosa de inculcação dos valores da época nas cabeças desprotegidas dos pequenos estudantes de então.