«Seguindo a mesma trajectória já expressa em O Meu Rio sem Margens, No Ventre do Silêncio, contemplando embora a mesma temática poética anteriormente revelada, mostra uma exploração ainda mais intimista da realidade da autora no refúgio do que poderíamos chamar a sua sala de pânico privada onde, na clausura dos sentidos e em silêncio, pode expandir e gritar mais livremente, dentro do líquido amniótico desse ventre protector (qual ventre materno), os seus sentimentos, as suas emoções (sempre à flor da pele e nesta obra mais à flor da pele do que nunca) e as memórias, além do seu grito de revolta, antes de tudo partilhar com o leitor.»
Carlos Ogando Revez