Os baldes da massa iam-lhe sendo dados lá para cima dos andaimes pela filha mais nova da dona da casa… bonita, dinâmica e cheia de forças, a Laurinda, teria os seus dezoito anos, tão extrovertida quanto dinâmica, tão alegre quanto bonita… vestia uma blusa de crepe branca com flores azuis, por detrás do avental às riscas largas azuis e cinzentas de opalina via-se um pouco da saia preta, as tamancas e o lenço de cores vivas, completavam o cenário daquele palmo de cara de pele fina, olhos azuis e delicadas orelhas onde um pequeno arquinho incorporado nos brincos de ouro se baloiçava freneticamente a cada gesto do seu rosto com um oscilante brilho, qual cintilante estrela em suave noite de Verão.