GÉNERO ANCESTRAL, o conto tem exercido ao longo dos tempos a função social de transmitir a memória cultural, reinventando-se e readaptando-se continuamente a novas condições sociais, tecnológicas e ideológicas, nomeadamente as das sociedades pós-modernas. O ritmo, preocupações e formas de comunicação característicos da vida urbana e da cultura de massas contemporâneas levaram ao aparecimento de novas modalidades do conto, marcadas pelo hibridismo e pelo multiculturalismo, nos mais variados contextos de comunicação e nos mais diversos suportes físicos. Na intersecção do conto tradicional, da literatura e da cultura de massas, o conto transformou-se e multiplicou-se, atravessando hoje as artes digitais e as "artes da rua", os ecrãs de tablets e ipods, assim como os locais de encontro das nossas cidades.