Este volume é uma reincidência. Insiste em retirar da penumbra o trabalho crepuscular das musas e não abdica de nenhuma das suas implicações ou dados colaterais: desconfia do mito da "inspiração", tal como da iluminação ou da influência, para se assumir na plenitude do centro da sua ação.
Musas em Ação II — Espessura da (in)visibilidade acaba por retomar, com gosto e muita convicção, a energia de uma das suas mais gratas memórias, materializadas na voz de Ana Luísa Amaral, naquele que é, talvez, um dos seus mais conhecidos poemas: "Nem tágides nem musas\:/ só uma força que me vem de dentro/ de ponto de loucura, de poço/ que me assusta,/ seduzindo".
Este volume é (...) um impulso de diversidade, um signo de emergências e uma forma de debater, na coloquialidade de um colóquio, sentidos e sensações que ultrapassam o momento em que são produzidos e que pedem arquivo.