Este é um livro com gente (de verdade) dentro, que faz barulho, muito barulho, desassossega o espírito, implica com as ideias pré-concebidas, despe-as, volta a vesti-las, pinta aqui e ali, apaga, reescreve, nasce. É, por isso, uma história sobre opções, sobre morrer ou (sobre) viver.
Uma história de vários mundos a acontecer, a florescer ou a gastar-se antes da hora, com prazo curto ou circunstância apertada. É também uma espécie de gramática, repleta de modos e tempos, jogos de palavras, alusões e referências.
É a história do Paulo, da Helena, do Leonel e da Sandra, por onde vão passando outras figuras, com casos e acasos, que nascem e desaparecem com a mesma cadência das ondas do mar. Entram, contam-se, vão embora e deixam-nos a vê-los seguir adiante.
É uma história para ler devagar, como quem bebe um gin tónico, lentamente e sem pressa.
É uma história para pensar.
É uma história sobre opções.
Morrer é (sem dúvida) uma delas.