Luiz Wittnich Carrisso (1886-1937) faleceu prematuramente no deserto do Namibe (Moçâmedes) em Angola no final da sua terceira expedição científica a este país. Era há 19 anos Professor Catedrático da Faculdade de Ciências da Universidade de Coimbra e Director do Instituto Botânico Júlio Henriques. As suas viagens em Angola somaram cerca de 30.000 km ao longo dos quais recolheu grande quantidade de material e informação que são património da Universidade de Coimbra. Homem da ciência com fortes posições políticas, enfeitiçado por África, Carrisso abordou temas tão díspares como a botânica, a ocupação científica das colónias e problemas sociais. Esta obra aborda alguns dos aspectos da sua vida e do seu legado. Através de quarenta e quatro fotografias tiradas durante as expedições de Carrisso em Angola viajamos numa África misteriosa e para sempre perdida.