Em 1 de Novembro de 2005 completaram-se 250 anos sobre o terramoto que assolou e destruiu a capital
portuguesa. A destruição de parte significativa de Lisboa teve várias consequências. Uma das principais foi a
grande perda das respostas ao inquérito manuscrito que o padre Luís Cardoso havia recebido e ordenado
alfabeticamente por freguesias. Não só este motivo, mas também porque o cataclismo deixara marcas no País, era
necessário proceder a um novo e mais completo inquérito para conhecer, pormenorizadamente, a novel realidade.
Deste modo, pode afirmar-se que as Memórias Paroquiais de 1758 são uma consequência do terramoto de 1755.
Documento pragmático por excelência, contém informações directas e precisas sobre o «Estado do Reino»
volvidos três anos sobre a destruição provocada pelo violento sismo. O conjunto das «Memórias» reflecte aspectos
importantes da sociedade portuguesa, em especial as relações entre o sistema administrativo central e as múltiplas
periferias, transformadas em vilas, freguesias e lugares, que compõem o reino.