Os cerca de 300 manifestantes concentrados em frente da câmara municipal de Montemor-o-Novo clamavam "Queremos trabalho e pão!", quando um dos tiros disparados da varanda do edifício atingiu com precisão, na nuca, José Adelino dos Santos que, no momento se tinha voltado para falar com alguns companheiros. Um tiro que não foi obra do acaso, mas dirigido para aquele trabalhador, vigiado e perseguido pela PIDE e pela GNR, desde o início dos anos 40, e que as forças repressivas sabiam ser um dos principais organizadores do protesto.