A partir do momento em que um grupo de indivíduos compartilha o mesmo espaço (físico, intelectual, afectivo, geográfico) durante um determinado período de tempo, a pulsão territorial e hierárquica exerce-se inexoravelmente, independentemente das culturas e dos sistemas socioeconómicos, quer em Londres, em Amesterdão, em Lisboa ou numa pequena aldeia, quer nas sociedades pigmeias ou bantu, quer nos infantários ou prisões.
O que é o instinto territorial?
Sob que formas se manifesta na vida de um grupo?
Quais são as vantagens do mecanismo territorial e hierárquico?
Quem são os elementos que pertencem ao território e quais as relações entre eles?
Quais os sujeitos considerados inimigos que indirectamente favorecem a coesão do grupo?
A partir das respostas a estas e muitas outras questões, este livro estuda as pulsões biológicas específicas dos mecanismos territoriais, e evidencia as patologias que decorrem de uma alteração, perturbação ou canalização incorrecta destes mecanismos.