Serão suficientes a moeda única e o grande mercado para dar consistência à Europa? Sem projecto social e sem real força política, não correrá a grande ideia europeia o risco de uma crise maior? Será possível ultrapassar o tradicional antagonismo entre os partidários da Nação e os adeptos do federalismo? Estas questões estão no coração do futuro da Europa.
Enriquecido pela experiência de dez anos no Parlamento Europeu, Philippe Herzog propõe aqui um método original para federar as nações e os cidadãos. Analisa a crise das instituições, de que a demissão da comissão em Março de 1999 é uma manifestação visível. A solução não pode sair apenas das "elites" e da Cimeira. Só a participação dos cidadãos e dos actores sociais dará fundamentos democráticos à Europa e permitirá impor objectivos de progresso social e de desenvolvimento sustentado tanto aos operadores de mercado como aos Estados. Um governo da União colocado sob controlo do debate público e da sociedade civil ganharia assim todo o seu sentido.
Este livro propõe revivificar a União Europeia em torno de projectos atractivos: pleno emprego e plena actividade, redes europeias de serviços de interesse geral, liberdade de circulação das pessoas compatível com a segurança, base de solidariedades para reunificar a Europa. Só assim o Velho Continente terá a capacidade de agir para humanizar a globalização.