O amor entre uma mãe e uma filha pode ser vivido e sentido de diferentes formas. Pode ser um amor incondicional. Um amor abnegado. Um amor cúmplice, baseado na mais profunda amizade. Um amor temeroso ou respeitador. Castrador ou potenciador. Foi na procura destas diferentes formas de amor que Fátima Lopes enveredou pela História, para descobrir estas Mães e Filhas. Catarina de Bragança foi Rainha de Inglaterra, mas sempre viveu na sombra da sua poderosa e demasiado exigente mãe Luísa de Gusmão. Beatriz será um peão nas mãos da sua mãe Leonor Teles cuja principal lição que deixou à filha foi que se deve conquistar o poder, sem olhar a meios. D. Maria II assistiu ao sofrimento da sua adorada mãe, maltratada pelo marido e jurou a si própria não seguir o seu exemplo. Seria uma mulher independente e teria um casamento feliz e respeitoso. D. Mariana Raimunda e a Marquesa de Távora partilhavam uma fé profunda, mas nem esta as livrou, a elas e aos seus, do terrível destino que tiveram. Catarina
de Áustria é Rainha de Portugal, mulher de
poder, austera, que nunca esqueceu os
terríveis anos de cativeiro vividos ao lado da
sua mãe, Joana a Louca, no Mosteiro de
Tordesilhas. Filipa de Lencastre, mãe da Ínclita
Geração, fez questão de educar os filhos na fé
e em valores fortes. Isabel sua filha irá honrar a
sua memória ao se tornar na distinta Duquesa
de Borgonha. Sissi, Imperatriz da Áustria e da
Hungria viu os seus filhos serem afastados de
si por uma sogra controladora. Apenas a última
filha Maria Valéria viveu a seu lado e tornou-se
na sua verdadeira obsessão. A história da
czarina da Rússia Alexandra e da sua filha
Anastasia é marcada pela tragédia. Já Maria
Antonieta confessava em surdina o medo que
sentia da sua mãe a imperatriz Maria Teresa.
Para Catarina de Médicis os filhos eram armas
para atingir os seus objectivos. Margarida a
sua filha aprende bem a lição e ela própria não
hesita em colocar o seu corpo ao serviço da
política. Depois dos seus anteriores
bestsellers, a autora e apresentadora de
televisão Fátima Lopes regressa à escrita de
forma surpreendente. Uma visita à História,
que nos permite ficar a conhecer cada uma
destas mulheres, no seu papel menos
conhecido e explorado, o de mães e filhas. Um
relato emotivo e intimista de uma autora que
reconhece sem dúvidas que o seu maior papel
nesta vida é ser mãe.