Tenho luas a nascerem-me
na ponta dos dedos.
Gosto de ver os lobos
a beberem da tua brancura.
Não uivo porque me dói
a garganta repleta de poemas
e não te quero acordar.
Levo-te rosas à cabeceira da cama
como um caça-sonhos,
para os sonhos que se perderam no tempo,
aquele fantasma transfigurado que acabou de passar.