Centrado na questão da inserção social da loucura, o livro discute e analisa a questão da construção de representações sociais sobre a doença mental numa pequena cidade no centro de França onde, desde 1900, uma instituição psiquiátrica aberta coloca os pacientes sob os cuidados de famílias locais. A autora busca entender de que forma a comunidade recebe e absorve os pacientes, como ela estabelece a relação com a alteridade radical da loucura, e como os processos representacionais funcionam numa confrontação deste tipo.