«Para a generalidade dos Portugueses, o Lóbi continua a ser um assunto tabu(...) Mas a verdade é que os Lóbis existem em todas as sociedades democráticas.»
Novo livro de Martins Lampreia, profissional de comunicação de longa data, consultor, professor e autor de diversos livros.
Tema bastante polémico, talvez mais pela ignorância ou menos rigor daqueles que dele falam comummente, é internacionalmente considerado como de elevada relevância, em termos do exercício ético de representação de interesses.
Escreve José Miguel Júdice no prefácio deste livro, acerca da actividade e do que se passa em Portugal neste domínio, «... Portugal é um país profundamente conservador e com uma cultura de hipocrisia e de manhosice proverbiais. Estamos ainda demasiado perto dos arcaísmos da cunha e do favor, do biscate e das relações pessoais ocultas, para que seja fácil abrir uma janela para a realidade, separar o trigo do joio, valorizar uma legítima actividade que por todo o mundo existe e nos países mais civilizados está rigorosamente regulamentada».
É no sentido de clarificar e contribuir para uma mais correcta perspectiva sobre a actividade de lobbying que Martins Lampreia redige esta obra.
«Os lóbis existem em todas as sociedades democráticas... Veja-se o exemplo de Portugal que, nos finais dos anos noventa, fez lóbi nos EUA contra a Indonésia, a favor da autodeterminação de Timor-Leste. Mais recentemente, o próprio Vaticano fez lóbi junto do Parlamento Europeu, com vista a que se fizesse uma menção ao Cristianismo no novo Tratado Constitucional», refere o autor no preâmbulo.