Psicoterapeuta há mais de 30 anos, vestindo sobretudo a curiosidade de quem aprende a cada encontro com o outro, parando a cada conversa de olhares, a cada paisagem e a cada som, para se deixar deslumbrar pelas cartas de amor que habitam cada pessoa, assume o pseudónimo de Hyza Wolf para com esta lente tecida com as partilhas de milhares de consultas e da consequente aprendizagem, traduzir neste romance as histórias entrelaçadas de mulheres guerreiras, de mulheres que continuam a sobreviver à misoginia no underground, à massificação da imagem e ao genocídio de identidades, onde o físico é exposto como a data de validade de um consumível, onde o pensamento se tornou um ato tão solitário quanto revolucionário, e por isso digno de registo.(...)