«Os livros de poesia não têm tempo nem espaço definido. Nascem apenas porque têm que nascer, num lugar de interrogação e de espanto. Na confluência do pouco que conhecemos e do tanto que desejaríamos um dia vir a alcançar. É sempre num espaço livre de amarras que nos interrogamos e, é esse lugar único que determina a nossa Latitude. Posicionamos no mundo face ao outro, ao desconhecido, às coisas que teimam em acontecer e à beleza que nos é tão gratificante. A poesia, nasce pois do abrupto de cada circunstancia a que chamamos vida. Cada livro de poesia traz com ele o desejo, de que os pensamentos assim transcritos, possam abraçar as inquietudes de quem os lê. assim é este Latitude: um posicionamento e um perguntar constante. Pelo infinito, pela dimensão do espaço, pelo amor do outro, pelo tempo que percorremos e pelos lugares, únicos e partilhados.»
Filipa Vera Jardim