Martin Buber nasceu em Viena, a 8 de fevereiro de 1878, e faleceu em 1965, em Jerusalém. Terá sido através do seu avô, Salomon Buber, talmudista residente na Galícia (na atual Ucrânia), que se abeirou do Hassidismo. O contacto com a sabedoria hassídica e o aprofundamento dos seus ensinamentos ter-lhe-ão causado uma tão profunda e espiritual comoção que acabaram por lhe determinar os futuros percursos vivenciais e toda a sua posterior atividade de reflexão filosófica, como é notório desde as suas primeiras obras: As Histórias de Rabi Nachman e a Lenda de Baal Schem. Depois de terminar o curso universitário, abraçou também a causa sionista de que era simpatizante, tendo colaborado, como redator, no jornal Die Welt, órgão do movimento. Neste quadro, Buber defendia a criação de um Estado judaico «binacional, israelita-palestino»; em seu entender, um Estado só para os Judeus conduziria à «grande burla moderna». De 1924 a 1933, em Francoforte, dedicou-se ao ensino, a par do estudo do pensamento de alguns filósofos, com especial destaque para Kierkegaard (1813-1855). Em 1938, deixa a Europa para se estabelecer na Palestina, passando a lecionar Ciência Religiosa e Ética Judaicas na Universidade de Jerusalém.(...)