Numa adaptação de um estudo do General Carlos de Azeredo, descreve-se o que foi a acção das forças portuguesas mobilizadas contra a 2ª invasão Francesa, para cuja derrota foi determinante a reacção das populações a norte do Douro. Com excepção da cidade do Porto, reconquistada pelo futuro Duque de Wellington a 12 de Maio de 1809, todas as outras cidades ou vilas importantes ocupadas pelo Invasor no Entre-Douro-e-Minho e em Trás-os-Montes, foram recuperadas pelas forças nacionais sob o comando de Francisco da Silveira.
Em manobras sucessivas, o general Silveira obrigou o marechal Soult a desistir do avanço sobre Lisboa planeado por Napoleão; na campanha de retardamento contra a invasão de Soult por Chaves; na campanha a poente de Amarante; na acção defensiva sobre o Tâmega, que culmina na defesa da ponte de Amarante durante 14 dias; na campanha a leste de Amarante que culmina com a reconquista da vida; e na perseguição ao humilhado Corpo francês. A pesquisa das fontes portuguesas, francesas, espanholas e inglesas vem esclarecer decisivamente o papel de desgaste e retardamento do exército invasor pelas forças nacionais Regulares, Milícias e Ordenança que, conjugado com as operações do exército de manobra do Marechal-General Wellesley, assegurou a derrota da 2ª invasão Francesa na Guerra Peninsular.