Partindo da hipo´tese de que a identidade nacional se constro´i numa dina^mica de confronto, este estudo patenteia uma perscrutac¸a~o das representac¸o~es do Estrangeiro em textos emblema´ticos da cultura portuguesa dos se´culos XVIII a XX, tendo em considerac¸a~o que, dependendo do contexto e da sua tipologia (estrangeiro exo´geno ou endo´geno), o Estrangeiro pode ser encarado como o inimigo a combater e a anular ou o modelo a emular. Embora a ana´lise das representac¸o~es do Estrangeiro na~o seja um tema ine´dito, ainda na~o existe um estudo sistematizado no a^mbito da Histo´ria que explore, numa perspetiva de longa durac¸a~o, a ideografia do Estrangeiro a partir de um conjunto de textos representativos dos contextos histo´ricos coevos, numa tentativa de compreensa~o das motivac¸o~es por detra´s das formulac¸o~es mi´ticas e estereotipadas acerca desse Estrangeiro, com vista a uma aproximac¸a~o a` verdade histo´rica.