Segundo F. Scott Fitzgerald, não há segundos actos na
vida americana. Aparentemente, Scott Fitzgerald não terá
pensado no renascimento de Steve Jobs. Jobs ascendeu
de totó proscrito, completamente dedicado à electrónica
durante o período que passou no liceu, à posição de
força motriz da Apple e de símbolo da revolução
informática, acabando por ser afastado da empresa devido
aos fracassos que acumulou e após ter caído em desgraça.
Depois de ter suportado sucessivos desastres pessoais
e profissionais, Jobs acabou por deixar marca indelével
na indústria do entretenimento, regressou ao trono na
Apple e, com o extraordinário sucesso do iPod, recuperou
a indiscutível reputação de maior inovador da era digital.
iCon analisa esta figura extraordinária numa era da gestão
em que são mais notórios os vagabundos, os extravagantes
e os iconoclastas. Fazendo uso de um vasto leque de
fontes em Silicon Valley e Hollywood, Jeffrey Young, autor
da primeira biografia sobre Jobs, e o co-autor William
Simon apresentam nesta obra algumas perspectivas
inovadoras sobre a lendária criação da Apple numa
garagem de Silicon Valley e explicam em pormenor a
ascensão meteórica de Jobs como miúdo-maravilha,
protótipo da era digital, e o mergulho devastador que o
fez abandonar não só a Apple, mas também a área de
fabrico dos computadores. O renascimento de Jobs
começa com uma exibição do seu enorme talento para
atormentar os parceiros de negócios e fazer inimigos.
Ainda embaraçado por ter caído das alturas, Jobs travou
duras negociações com George Lucas para comprar a
empresa de animação computorizada do lendário realizador
- por um terço do preço inicialmente pedido - e fez
pressão sobre os seus "sócios" para que aceitassem
uma modesta percentagem do que seria a Pixar, mantendo
o restante para si próprio. Esta biografia inflexível e não
autorizada revela os dois lados da intervenção de Jobs na
extraordinária ascensão do estúdio de animação Pixar,
autor de Toy Story e da série de filmes de sucesso que
deliciaram espectadores em todo o mundo, até à aliança
sólida que estabeleceu com a Disney. Recria ainda os
confrontos entre Jobs e Michael Eisner, da Disney, que
puseram fim à relação muito próxima que chegou a existir
entre as duas empresas. O sucesso mais dramático, e
sem dúvida o mais satisfatório de Jobs depois de ter
renascido das cinzas, foi o momento em que reassumiu o
controlo da Apple, dez anos depois de ter sido afastado
da empresa, num golpe que só ele poderia ter orquestrado.
Os autores analisam essa tomada de poder, a reinvenção
da empresa por parte de Jobs, com o popular iMac, e as
transformações que impôs à indústria, e mais uma vez à
cultura, com o revolucionário iPod. iCon contém ainda uma
previsão do que poderá ser o futuro de Steve Jobs, e por
isso é um livro essencial para quem quiser compreender
o modo como a era digital moderna foi formada, moldada
e refinada pela figura mais influente do nosso tempo - um
mestre das três indústrias: cinema, música e informática.
É um livro essencial para perceber o futuro partindo da
compreensão do passado e do presente do Rei da Era
Digital, Steve Jobs.