O título desta obra é suficiente para suscitar amplo debate. Na vivência social, o humor situa-se nas antípodas do controlo e da contenção: não poderia, à partida, originar imputações consequentes de responsabilidade.
Mas, na sua génese, ostenta o mesmo tipo de operações volitivas que acompanha uma vastidão de outras condutas que não hesitamos em vigiar ou que não estranhamos conter.
Esta obra pretende atenuar a opacidade dessa reiterada e insidiosa contradição, compreendendo a sua etiologia, desfibrando o que a torna tão resistente à razão e, mais importante, esboçando devidamente a sua integração no universo ponderativo da imputação de lesões à integridade moral das pessoas.