Era uma vez uma princesa, ou um mago, ou uma fada diáfana, ou um pedaço de nós. Em "Histórias de Embalar", Nuno Casimiro res¬gata do universo fantástico per¬sonagens e imagens que povoam os velhos contos. E fica-se por aí. Como um saltimbanco por cam¬pos de sonhos agridoces, encar¬nando por certo a figura de um diabrete, subverte os princípios de uma literatura tradicional, avança entre estórias sem moral e faz uso da contemporaneidade. "Short stories" de princípio e fim, ou meros instantes suspensos num plano da existência, dão cor¬po a um livro de 80 páginas atra¬vessado por um fio de humor negro e uma poesia solta pendente em cada frase.