O século XVIII marcou, na Madeira, a efetivação da centralização régia, que as dificuldades de comunicação do século anterior não tinham facilitado, com a afirmação do poder do governador e capitão-general, do prelado diocesano e do provedor da fazenda, logicamente, nem sempre em perfeita consonância.
Afirma-se, entretanto, a câmara do Funchal, como cabeça desta Ilha, correspondendo-se diretamente com a corte de Lisboa, embora nem sempre a mesma lhe responda e acentua-se o domínio, quase absoluto, da produção e do comércio vinícola, tal como dos comerciantes britânicos, que só perto dos finais desse século encontram casas comerciais madeirenses para lhes fazer concorrência.
Os contatos internacionais da sociedade madeirense levam à constituição das lojas maçónicas, o que implicou, depois, uma intensa perseguição, primeiro da Igreja e, depois, do governador, mas lançando, a curto prazo, as bases da implementação do Liberalismo, instituído nos inícios do século seguinte.