Garrett adivinhou a importância que os EUA iriam adquirir no concerto das
Nações e no desenvolvimento de uma política, de uma economia e de uma
sociedade mundialista globalizada, aberta e democrática.
Em 1826, há 180 anos, o jovem Garrett, nas amarguras relativas do exílio, entre
versos, tormentos e trabalhos, iniciou a primeira grande reflexão estratégica
internacional, produzida em Portugal, relativamente aos EUA: e tão moderna que,
apesar dos 180 anos decorridos, não perdeu actualidade. E mais: revela uma
capacidade prospectiva verdadeiramente singular.
É caso para dizer que o "mundano" Almeida Garrett, o "pena de ouro", como os
contemporâneos o apelidavam em elogio algo ambíguo, excede em muito o
pensamento estratégico, no plano internacional, do seu tempo.