Este livro tem origem em muitas conversas informais que os seus coordenadores mantiveram com figuras da cultura galega: escritores, artistas, professores, políticos, editores, etc. As discussões sobre a ortografia oficial ou as relações entre a Galiza e o mundo lusófono são frequentes e, além disso, por vezes duras e descorteses, circunstância que obriga a identificar uma matéria sensível que convém dessacralizar, até por se encontrar inserida num âmbito que extravasa os tópicos puramente ortográfico-linguísticos. Todos os cem entrevistados foram submetidos a três perguntas. Se a primeira faz referência à idoneidade da ortografia oficial do galego, a segunda interessa-se pela eterna discussão sobre se o galego e o português são a mesma língua, abordando a terceira as relações da Galiza com a lusofonia.