A estratégia deixou de ser um exercício de planeamento e muito menos com previsibilidade.
Está marcada, definitivamente, por disrupções constantes, pressões regulatórias e interações globais, onde decidir passa a ter um peso e uma responsabilidade real muito mais séria e com consequências económicas, sociais e institucionais como nunca antes tinha acontecido.
Este livro parte de uma ideia simples: não basta executar bem. É preciso escolher bem. E aceitar o custo dessas escolhas.
Ao longo dos capítulos, a estratégia é tratada como aquilo que é: um processo contínuo de decisão sob incerteza. Quase como uma aproximação à resolução de problemas. A empresa surge como um organismo vivo inserido em ecossistemas complexos, sujeito a relações de poder, conflitos de interesses e enormes restrições à previsibilidade. As ferramentas são apresentadas no seu contexto, com as suas fronteiras, os seus limites e os seus riscos próprios.
A ética e a governação deixam de ser temas laterais para assumirem um papel central na criação, ou na destruição, de valor.
Da análise do meio envolvente à escolha estratégica, da formulação à implementação, este livro assenta numa ideia fundamental: estratégia é tanto o que se decide fazer como o que se decide não fazer. Estratégia é escolha. São escolhas.
Sem receitas fáceis nem promessas ilusórias, este é um livro para quem decide em contextos reais e quer fazê-lo com mais clareza, mais consistência e maior responsabilidade.