«(…) Liberdade. A luz-mestra. Dignidade. Utopia. Perscrutar os desígnios do infinito numa noite escura, na aldeia, na montanha, no ar frio. A inquietação constante do espaço, a rosa-dos-ventos a girar, norte-sul-este-oeste, a cidade, o mar. Pisar a terra, dar as mãos, olhar nos olhos. Dançar. Rir. Atirar ao ar cravos vermelhos. Lutar pelo Bem maior. Amar. Está tudo aqui, dentro destas páginas. A poesia e a arte como descodificação das portas do tempo. Azuis invisíveis como mapas secretos que só o meu Pai conhecia. E que agora são de todos nós.»
De Abertura, Dulce Afonso