Estava a escrever quando ouviu um arranhar quase imperceptível na porta do quarto; levantou o olhar como à procura de uma palavra ou de uma ideia, o que fazia muitas vezes, e continuou a escrever.
Voltou a ouvir o arranhar e parou de escrever, mas toda a sua atenção estava dirigida para aquilo que escrevia. Faltava qualquer coisa. Assim não dava! Não conseguia terminar a história.
E de novo o arranhar. Olhou para a porta e depois para o ecrã. Parecia que ia recomeçar a escrever, mas depois levantou-se e foi abrir a porta.
E é assim que finalmente o gato Benevides consegue entrar nesta história e acabá-la de uma vez por todas com alguma dignidade.