Estes diversos modos de encarar o campo disciplinar e/ou artístico em que se inserem os autores têm implicações no trabalho crítico-ensaístico e na base filosófica em que assentam as suas premissas; mas, como o tempo em que se vive também molda gostos, tendências, e infunde, com mais ou menos consciência dos recetores, o espírito do tempo e a cultura que ele traz, o papel de cada um é fazer sua (e daí a originalidade) uma herança partilhada.
Não surpreende, portanto, que lugares e formações diferentes sejam ponto de reflexão para Vitorino Nemésio e Eduardo Lourenço, falando um do ponto de vista do poeta e outro do filósofo, que, não raras vezes, tem sido classificado de escritor, e mesmo de ficcionista, sem ter escrito obra narrativa ou dramática, onde a ficção estabelece canonicamente a sua morada.
Uma rica e diversificada reunião em livro de estudos sobre autores açorianos, de diferentes ilhas e diferentes gerações, como José Enes, Natália Correia, Vitorino Nemésio, Tomás da Rosa, Urbano Bettencourt, Manuel de Arriaga e Gustavo de Fraga.