Em Breve, Meu Amor

de Ana Sofia Brito 

Bertrand.pt - Em Breve, Meu Amor
Opinião dos leitores
(1)
Editor: On y va
Edição: dezembro de 2021
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Este livro começou no primeiro confinamento ditado pela pandemia. Ana Sofia Brito aproveitou os dias sem sair de casa para vasculhar todos os seus cadernos e papéis. Rasgou muito do que lhe entulhava as gavetas, mas também aproveitou muito - nas suas palavras, o que achava decente. O convite para escrever para um jornal e o encorajamento aí recebido levaram à ideia de um livro.

Em Breve, Meu Amor junta textos que vão do puro manifesto à prosa poética, mas todos têm algo próximo da autora: o amor, a família, os amigos, as viagens ou práticas que fazem parte dos seus dias. A escrita é simples mas surpreendente, e vamos por ela descobrindo que a cada momento podemos ser confrontados com muito do que mais profundamente toca cada um de nós.

  • UM LIVRO, UM PRESENTE
    Joaquim Armindo – Ex-professor universitário e Doutor em Ecologia e Saúde Ambiental | 17-03-2025

    O livro “Em breve, meu amor”, de dezembro de 2001, da autoria de Ana Sofia Brito é composto por uma série de histórias, contos, que ficam na memória de qualquer leitor ou leitora. Uma das histórias refere-se ao título do livro: “Em breve, meu amor” e tem uma escrita livre e concisa, bonita e concreta, vejamos: “As tuas pálpebras cerradas devem ser um ecrã de imagens a adivinhar os meus lugares escondidos. E eu, com os olhos postos no horizonte e as mãos quietas a prolongar o tempo da escalada em sufoco, mastigo as pétalas de papoila do meu vestido, para que se me ensanguentem os lábios antes de arriscar o beijo”, ou mais adiante: “Abandonas-me a nuca enquanto me sentes o corpo aos soluços, e deves ter percebido, pelo meu olhar revirado, que galguei ao limite do prazer.” Esta prosa é poesia pura, do mais notável que existe. Sofia Brito brota das suas mãos aa loucura de ser poeta. Tomo nota das palavras: “ecrã de imagens”, “o tempo da escalada”, “sufoco”, “olhar revirado”, “ensanguentem”, “corpo aos soluços”, “galguei”, usadas com sabor a maresia. Ou então o texto “O palhaço fala com o poeta”, onde escreve: “O poeta fazia notar que ele, o palhaço, também navegava no mar da poesia – tanto pelo que deveras sente, quanto pelas coisas que mente.” e, “O poeta respondeu: “Escrever não tem de ser uma arte de partilha. Escrever talvez seja apenas a arte de deixar guardado quem somos”, e, “O palhaço sorriu, pediu mais um copo e rematou: “Disse-me o pai daa poesia / que o poeta é fingidor / mas o palhaço também fingia / porque são filhos da mesma dor.” Noto: “uma arte de partilha” e “pediu mais um copo”. Uma coletânea que vale a pena ler e meditar.

Em Breve, Meu Amor
ISBN:
9789895341320
Ano de edição:
12-2021
Editor:
On y va
Idioma:
Português
Dimensões:
132 x 203 x 5 mm
Encadernação:
Capa mole
Páginas:
84
Tipo de Produto:
Livro
EAN:
9789895341320

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